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Boa noite a todo@s

Hoje para mim foi um dia bastante taciturno e, durante o meu trajeto a pé para casa, uma míriade de pensamentos me trouxeram reflexões profundas acerca do universo, do significado da vida e tudo o mais.

Vou tentar colocar em sequencia os encadeamentos de pensamentos que me fizeram chegar na frente da tela do notebook para postar algo:

Primeiramente eu estava voltando da farmácia após ter comprado meus anticoncepcionais para evitar que um novo ser no mundo venha a existir. Depois disso, ao cortar caminho pelo centro politécnico (a poli da UFPR) para ir para casa, encontrei alguns colegas da geografia. Por estar num momento taciturno, respondi a saudação das pessoas com um aceno e apertando o passo (com o note nas costas). Neste momento, pensei: “como eu gostaria de não existir em momentos como esse.” Aí acabei pensando em como seria a vida se possivelmente eu tivesse sido abortada. Tudo isso porque um amigo do meu namorado falou para mim que em até um dado período eu não existia.

(Para os que entraram em choque com o verbete: eu não estou em uma crise de rejeição, minha mãe não tentou me abortar, eu não estou grávida e não quero me suicidar.)

Após pensar nisso, lembrei de algumas máximas do existencialismo, que muito longe de ser uma “vã filosofia”, é uma maneira de viver e encarar o mundo com dignidade e com a plenitude de aproveitarmos nossos potenciais enquanto seres humanos livres que somos.  Pensei nas palavras de Sartre quando ele diz que ao escolhermos ao tomarmos consciência de nossa liberdade e de como somos inteiramente responsáveis pelo que fazemos, nasce a grande angústia de lidar com esta liberdade com responsabilidade, pois pelo fato de existirmos, estamos também mudando o mundo ao nosso redor.

Depois de tentar lembrar das máximas do existencialismo, lembrei do livro que estou lendo: A convidada, de Simone de Beauvouir, esposa de Sartre. Neste livro, ela discorre sobre a convivência de um casal (autobiográfico) – Françoise e Pierre - que vive sobre os preceitos existencialistas (minha interpretação) e está lidando com dois novos elementos em suas vidas: uma moça chamada Xavière e a sombra da guerra que está por vir. Diga-se de passagem, a resenha deste livro também está a caminho…

Então, após pensar sobre o casal Simone-Sartre e o livro da Simone, cheguei a conclusão de que é de nosso desejo que existamos uns para os outros. Todo aquele que de alguma forma vive e existe quer existir para o outro. Para isso, a humanidade lança mão de diversos subterfúgios: música, um grito, um suicídio, uma mensagem de celular, um blog, um relógio de R$18 000 (à venda no Shopping Cidade Jardim), som alto com graves estourando, uma sonata, uma tese de doutorado, um caráter impecável, um beijo roubado, uma frase de efeito, um cabelo azul e muito mais!

Partindo desta premissa que eu acredito ser verdadeira – tendo em consideração que um dos maiores medos do homem é morrer, ou seja, deixar de estar no mundo – pensei nas 1001 maneiras que existo na minha vida. Pensando nisto, acabei reestruturando meus significados sobre existir (ou não).

Somente existimos para o outro quando elas atribuem algum significado para nós e pela maneira com a qual nos relacionamos com ele: meu melhor amigo, minha prima, o cara que senta no canto do ônibus, o tiozinho da guarita, minha mãe, o presidente dos Estados Unidos, dentre outros… dei uma exagerada agora, mas agora vou colocar meus argumentos em uma perspectiva mais resalista. (gosto desta palavra… mas não posso ser pretensiosa para afirmar o que é ou não real)

Todo ser humano existe e, de alguma maneira, crava sua existência na grande tábula rasa da vida alheia devido ao simples fato de agir (ou não, o que representa uma atitude passiva). Somos atraídos pelo outro porque, em condições normais de pressão e temperatura, temos este incansável desejo de existir e de nos enxergar através das reações/interações alheias, embora muitos só se relacionem com quem reflete a imagem semelhante à que se quer ver.

Depois de muito pensar nisso, cheguei à conclusão que Howard Shore (autor de House) constantemente presta tributo ao existencialismo através do protagonista. Mas isso merece um post sozinho.

NOTA: Infelizmente o wordpress esqueceu de salvar o resto do meu post. Vai ficar assim, inacabado, como é toda a existência humana. Cabe a nós (e a mim) nos conformarmos com estes reveses que a vida às vezes prega. Se bem que, diante dum post que li sobre inferno astral, estou muito bem debaixo das cobertas, obrigada! =)

Curitibano é uma MERDA. Reclama quando faz calor, reclama quando faz frio, reclama quando chove e quando não chove por mais de 2 meses reclama também!!!

Quanto a mim, apesar de possuir a típica não-simpatia curitibana (um amigo meu falou que não sou simpática, mas sou comunicativa) e achar que, apesar dos MUITOS problemas, Curitiba é uma cidade boa pra se morar (sim, melhor que São Paulo… que o Elton me perdôe), GOSTO  de tempo frio. Abro um parênteses lembrando das aulas de geografia: tempo é diferente de clima. Inclusive, esses dias descobri uma coisa muito legal: o paleoclima!

Anyways, tudo isso para expressar meus mais profundos sentimentos de revolta em relação a esta chuva que não para de cair. Vai fazer mais ou menos duas semanas que as toalhas não secam, que eu não posso tirar as roupas do varal e colocar mais roupas para lavar, que para ajuntar os cocôs dos meus cachorros é triplamente nojento e que ir para a faculdade, além de torturante (quem não gosta de cama em dia de chuva?) e cruel para quem vai de 2-pé ou bike, no meu caso e no caso do Marlon, por exemplo. Some tudo isso ao mal-estar de ficar semi-úmido, com os pés semi-molhados, com o risco EMINENTE de molhar o notebook e ter anotações de caderno perdidas.

Tudo isso por causa de um (talvez mais) conflitos da  frente da massa tropical atlântica com a frente polar atlântico (a “frente fria”). Aí elas ficam ali “brigando”, gerando zonas de instabilidade que provocam precipitação por vááááários dias, dependendo da força do “embate” (só lembrando que frentes não brigam entre si!!!).

Ah, além disso, acabei descobrindo que tenho mais uma similaridade com House: as pessoas acham que fazer trabalhos em grupo comigo é uma coisa complexa e desafiadora… Porém, a diferença consiste em que eu não possuo um grau hierárquico maior do que nenhum dos meus colegas. Uma outra diferença é que talvez eu não tenha um amigo fiel como Wilson. E quando eu achava que tudo estava bem, eu deveria lembrar das sábias (sim, exatamente 2) palavras do mestre: “Everybody lies”.

“Everybody lies”. Principalmente a si mesmo…

Espero realmente que esse período chuvoso cesse logo… que eu possa andar de bike sem me preocupar com poças e possa ter amigos sem me preocupar com surpresas que “todo mundo sabia, menos eu”.