Yay! Eu já sabia… mas aparentemente algumas pessoas ainda não compreenderam que, apesar de no presente momento histórico alguns campos da ciência (na geografia posso citar o “ramo” da geografia física) acharem que tecnologia implica em evolução científica. Talvez seja por isso que eles utilizem até hoje autores do tempo do guaraná com rolha (60’s é “guaraná com rolha” para produção científica, não acham??? Especialmente quando se trata de algo tão mutante quanto o espaço!). Mas antes que me xinguem, quero fazer um adendo importante: a Geografia Física é mais aberta a diálogos com multiplicadade de métodos que a Humana. Pelo que ando vendo e lendo, tenta cada vez mais buscar trazer o homem. Falta a Humana fazer o contrário também. Shame on them! Como costumo dizer: “Compartilho dos pensamentos do prof. Francisco Mendonça”.
Entretanto, eu, agora num total achismo (isto não é um artigo, não quero citar referência nenhuma senão a minha própria cabeça – pra isso que existem blogs!) pensei um pouco sobre o assunto.
Uma das características fundamentais da ciência é a adoção de um método para fazer observações acerca dos fenômenos. E quando falo em método, muita gente pensa que é simplesmente um checklist (ou to do list) – traduzindo para o bom português, um tarefismo - sofisticado que você pega de autores respeitados. Bem, se estou falando isso, claro que método não se resume a isso. Sem consultar wikipedia, Popper ou Feyerabend, vou dizer o que minhas vivências enquanto graduanda do segundo ano fizeram eu concluir a respeito do método: “nada” mais é do que um mecanismo mental e operacional para que os pensamentos ocorram com determinados parâmetros aceitáveis, ou seja, que seja algo além do achismo de blogs como este. Não vou aqui citar métodos X, Y e Z (me poupem disso!), mas posso dizer que eles “derivam” de alguns momentos da história da ciência onde algumas pessoas estavam insatisfeitas com o rumo em que o conhecimento estava sendo produzido. Posso citar 3 grandes linhas nas quais a Geografia se respalda enquanto ciência: (neo)-positivismo (não lembro direito a diferença entre as 2), marxismo (embora eu preferisse que houvessem mais marxianos que marxistas no mundo) e fenomenologia (aaah, reparem bem como a terminação “logia” não vem pra doutrinar!!!).
Não preciso nem dizer que isso não existe na tecnologia. Nela, os propósitos e mecanismos de enriquecimento (posso até usar a palavra desenvolvimento sem medo) são diferentes. O método aqui, eu ACHO, está mais relacionado a uma série de tarefismos. Porém, todavia, entretanto, tenta-se a cada segundo superar e ultrapassar o que já foi feito. Tudo isto, graças ao avanço da ciência que descobre novas maneiras de se experimentar coisas…
Enfim, meu achismo vai acabar por aqui. Conversando com um grande amigo físico, com quem tive alguns debates interessantes sobre métodos, concluo que vou conduzir este debate à clássica questão ontológica:
“Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”
Infelizmente, eu (ainda) não tenho fôlego para desenvolver mais meus argumentos e concluir de maneira arrebatadora dizendo que estou incondicionalmente do lado da ciência. O que posso dizer é que meu posicionamento é este porque ela está intimamente ligada à filosofia. A ciência pode ser tão visionária, quebradora paradigmas e provocativa quanto a filosofia. Esta sim, a verdadeira mãe da ciência, é que move o mundo de verdade… uma pena que agora estejamos na era do comprar e do mecanizar. Talvez seja por isso que tecnologia esteja sendo a moda da vez.
Encerro humildemente meus achismos e me comprometerei a ler mais debates/artigos/livros a respeito da dualidade do título.