Arquivos Mensais: Setembro 2008

Bom dia a todos,

Ontem recebi a triste notícia da morte de Rick Wright, tecladista do Pink Floyd. Morreu aos 65 anos de câncer. Geralmente não costumo me comover com morte de pessoas “famosas” e ídolos do Rock, mas de certa forma, dessa vez foi diferente.

Não é como ouvir Queen sabendo que o Freddy Mercury já morreu (pois é, pouca idade… 21 anos) ou que o Led Zeppelin nunca mais vai tocar. É de fato dar conta de que mais um bom músico se vai e que a esperança de ouvir mais arranjos de teclados de dar arrepios (literalmente) se esvai.

Não vou perder meu tempo falando da importância histórica de PF para o rockprogressivo e para a história da música, eu ousaria dizer. Só vou falar mais a fundo de “The dark side of the moon” , que poderia dispensar comentários. Qualquer um que nunca tenha se arrepiado ao ouvir “The great gig in the sky” e as vozes em “Us and them” está perdendo grandes experiências musicais. O mesmo vale para (os mais experimentais) Sysyphus, Echoes (especialmente a “versão” de live at pompeii), Cluster One (confesso que já tive viagens com ela) e tantas outras que marcaram.

Wright foi o gênio não reconhecido de PF… infelizmente seu valor só será exaltado a sete palmos. =(

O mais “creepy” é que sábado eu e o Marlon fomos assistir a um tributo ao pink floyd com a Seven Side Diamond (banda boa de “prog metal” de Curitiba). Seria um deja vu? Fico imaginando a comoção das pessoas (e minha) se essa apresentação tivesse sido marcada para este sábado… acho que os fãs que reconhecem a importância de Floyd não iriam aguentar.

Bem… acho melhor ficar por aqui. Acredito que uma homenagem mais coerente do que está é ouvir  e sentir o legado que este grande músico nos deixou.

Até mais.

Yay! Eu já sabia… mas aparentemente algumas pessoas ainda não compreenderam que, apesar de no presente momento histórico alguns campos da ciência (na geografia posso citar o “ramo” da geografia física) acharem que tecnologia implica em evolução científica. Talvez seja por isso que eles utilizem até hoje autores do tempo do guaraná com rolha (60’s é “guaraná com rolha” para produção científica, não acham??? Especialmente quando se trata de algo tão mutante quanto o espaço!). Mas antes que me xinguem, quero fazer um adendo importante: a Geografia Física é mais aberta a diálogos com multiplicadade de métodos que a Humana. Pelo que ando vendo e lendo, tenta cada vez mais buscar trazer o homem. Falta a Humana fazer o contrário também. Shame on them! Como costumo dizer: “Compartilho dos pensamentos do prof. Francisco Mendonça”.

Entretanto, eu, agora num total achismo (isto não é um artigo, não quero citar referência nenhuma senão a minha própria cabeça – pra isso que existem blogs!) pensei um pouco sobre o assunto.

Uma das características fundamentais da ciência é a adoção de um método para fazer observações acerca dos fenômenos. E quando falo em método, muita gente pensa que é simplesmente um checklist (ou to do list) – traduzindo para o bom português, um tarefismo -  sofisticado que você pega de autores respeitados. Bem, se estou falando isso, claro que método não se resume a isso. Sem consultar wikipedia, Popper ou Feyerabend, vou dizer o que minhas vivências enquanto graduanda do segundo ano fizeram eu concluir a respeito do método: “nada” mais é do que um mecanismo mental e operacional para que os pensamentos ocorram com determinados parâmetros aceitáveis, ou seja, que seja algo além do achismo de blogs como este. Não vou aqui citar métodos X, Y e Z (me poupem disso!), mas posso dizer que eles “derivam” de alguns momentos da história da ciência onde algumas pessoas estavam insatisfeitas com o rumo em que o conhecimento estava sendo produzido. Posso citar 3 grandes linhas nas quais a Geografia se respalda enquanto ciência: (neo)-positivismo (não lembro direito a diferença entre as 2), marxismo (embora eu preferisse que houvessem mais marxianos que marxistas no mundo) e fenomenologia (aaah, reparem bem como a terminação “logia” não vem pra doutrinar!!!).

Não preciso nem dizer que isso não existe na tecnologia. Nela, os propósitos e mecanismos de enriquecimento (posso até usar a palavra desenvolvimento sem medo) são diferentes. O método aqui, eu ACHO, está mais relacionado a uma série de tarefismos. Porém, todavia, entretanto, tenta-se a cada segundo superar e ultrapassar o que já foi feito. Tudo isto, graças ao avanço da ciência que descobre novas maneiras de se experimentar coisas…

Enfim, meu achismo vai acabar por aqui. Conversando com um grande amigo físico, com quem tive alguns debates interessantes sobre métodos, concluo que vou conduzir este debate à clássica questão ontológica:

“Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”

Infelizmente, eu (ainda) não tenho fôlego para desenvolver mais meus argumentos e concluir de maneira arrebatadora dizendo que estou incondicionalmente do lado da ciência. O que posso dizer é que meu posicionamento é este porque ela está intimamente ligada à filosofia. A ciência pode ser tão visionária, quebradora paradigmas e provocativa quanto a filosofia. Esta sim, a verdadeira mãe da ciência, é que move o mundo de verdade… uma pena que agora estejamos na era do comprar e do mecanizar. Talvez seja por isso que tecnologia esteja sendo a moda da vez.

Encerro humildemente meus achismos e me comprometerei a ler mais debates/artigos/livros a respeito da dualidade do título.