Paradigm Shift

Um ponto de convergência de múltiplas idéias

Para o mundo… 12 Fevereiro, 2009

Arquivado em: Geografia, Work, somber mood — carolinadeconto @ 11:30 pm
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…que eu preciso escrever! É, vou seguir o conselho do Elton (amigo físico maluco) e soltar meus bofes aqui.

Durante quase todas as férias, entrei numa fase de “negação” da minha carreira enquanto pesquisadora de iniciação científica. Ficava criando coisas para evitar aquela listinha de referências e periódicos que eu tinha feito pra ler nas férias. Mas no fim das contas, meu fator motivacional foi a famosa deadline (data final de entrega). Justamente eu, que sempre critiquei esse péssimo hábito brasileiro acabei me entregando. Foram horas viciando em jogos bobos, assistindo a seriados (em temporadas) e matando o tempo de todas as formas possíveis e imagináveis.

Tudo mudou quando eu recebi um e-mail da minha orientadora com reunião marcada para dia 3 de fevereiro. Aí me tornei uma estudiosa exemplar, lendo e fazendo fichamentos e anotações de “traquejos científicos” que encontrava nos artigos e dissertações que eu ia lendo. Foi legal, aprendi muita coisa assim.

Aí, no dia anterior à reunião, fui dormir tarde pra caralho. Ainda bem que não esqueci de programar o celular. Chegando lá, achando que tinha trabalho pouco, vi que tinha trabalhado mais do que imaginava e ainda ganhei uma estrelinha por ter achado um artigo dum geógrafo francês (minha orientadora fez pós-doc na França…) numa revista da UFF. Aí ela me passou um pequeno questionário (3 perguntinhas meio “ontológicas” – medo!) que ela quer que eu responda na forma de um texto bem elaborado. O problema é que ela é bastante conhecida pela sua exigência. Não é que ela seja sem-noção, mas não aceita pouca bosta… isso me dá frios na barriga mesmo que ela tenha me dado um mês pra escrever.

Fora isso, tenho que me preocupar em apresentar trabalho e encarar toda uma jornada de pesquisadora. E isso custa muito dinheiro… além de eu ter que guardar todos os certificados de eventos que eu fui juntamente com as quatro primeiras páginas do artigo escrito. É pura burocracia por uns pontinhos no seu curriculum lattes… Ao mesmo tempo que você se liberta com a ciência, se constringe dentro da redoma da academia.

E o salário, ó! Pequenininho…

 

IDEAlizar – uma má IDEIA 11 Janeiro, 2009

Arquivado em: ateísmo, existencialismo, filosofia, pensando na vida — carolinadeconto @ 2:55 am

Olá pessoal! Sentiram minha falta? I guess not… tinha até esquecido deste blog embora não deveria ter feito isso. Mas infelizmente minha vidinha nestas férias está com um monte de sujeiras saindo por debaixo do tapete e é agora é hora de re-arranjar algumas coisas para deixar o ambiente mais agradável.

Tá, ignorem o choro livre do parágrafo anterior. Só pra variar, tive uma das minhas epifanias a partir de fatos totalmente diferentes que me fizeram pensar e do nada me motivaram a escrever um post num dia insuportável para dormir. São 3h da manhã e a lua está cheia. Não me recordo bem quem falou que no dia em que a lua fica cheia há pessoas que têm dificuldade em dormir. Coincidência ou não, é a segunda vez que isso me acontece. Ou talvez seja meu inferno astral. Sei lá.

Bem, antes que eu perca o fio da meada, gostaria de apresentar o tema do post de hoje: trata-se da minha indignação das pessoas terem idolizar ícones da mídia ou da moda (como se fizesse muita diferença). Para meu desgosto, isto ocorre em diversas esferas, idades, gêneros e religiões, especialmente religiões eu diria. Quer figura mais platônica que o deus cristão? (aaaaaaaaaaah, entenderam a piada? hãn?!? Quem entendeu ganha um doce!)

Então, o que me irrita nessa história toda é que na grande maioria dos casos, as pessoas ficam platonizando (gostaram do verbo?) um indivíduo que na verdade não existe. Sem contar que se esse indivíduo possui destaque, não foi por seu trabalho exclusivo. Houve muitas pessoas que passaram na vida dele(a) que às vezes nem sabem do valor e da importância que outros “normais” têm para que ele(a) possa viver sob holofotes (metafóricos ou não)E também não acredito em histórias gloriosas. “Toda vitória oculta uma abdicação”. Muitas vezes, para fazermos algumas conquistas, é necessário abandonar um pouco de si e, mais triste ainda, de algumas convicções. Acredito que esta seja a parte mais difícil de “adultecer”.

Enfim, voltemos às indagações do herói/ídolo. Por que precisamos de um? Para platonizar que tudo é possível, que um dia seu filho vai ser tão “bom” quanto o Robinho (ou qq outro jogador) e que existe de fato um príncipe encantado esperando no portão? Eu não sei… não sei desde quando parei de idealizar pessoas e passei a me observar constantemente. É uma escolha fácil? Claro que não, assim como para alguns (não para mim, ainda bem!) não deve ser fácil abdicar de um deus para se tornar totalmente responsável com sua vida, seus atos e sua existência no mundo!

Outro aspecto do ídolo é sua imutalidade, sua imortalidade (já viu algum ídolo morrer?) e sua retidão de caráter acima de qualquer suspeita. Nesse aspecto, prefiro os deuses gregos que assumiam seus traços humanos abertamente, embora até mesmo os sérios desvios de comportamento, quando bem manipulados e trabalhados, podem gerar uma qualidade inata. Vou dar um exemplo de um geógrafo de referência nacional que recentemente palestrou na IV semana acadêmica de geografia de forma bastante negligente e despreparada. De repente um descaso de um debatedor se torna motivos de riso e carisma. “Ah, é o jeito do [Jurandyr] Ross mesmo…”

Sinceramente, deveríamos idolizar todos aqueles que fazem os milagres de todo o dia. Acordar de manhã e saber que seu lixo não está na frente de casa de maneira “miraculosa”, saber que os dados do seu banco estão sendo cuidados da melhor maneira possível, ter pessoas capazes de ouvir as piores humilhações e ter disposição para criar uma família que está em apuros financeiros, ver um jovem que a vida toda foi emburrecido pelo ensino público encontrar forças para estudar para um vestibular e passar… isso são milagres. Acontecem todos os dias, juntamente com muito assassinato, roubo (de galinha e de colarinho branco) e uma constante desumanização da humanidade, mas acontecem.

Ah, e depois desse fim poético, quase bucólico, as pessoas vêm me dizer que eu sou uma frustrada? Bem, ao invés de louvar uma farsa e um recorte de um personagem de novela da globo, escolhi enxergar as forças que ainda sustentam a beleza da vida, mesmo ela estando cada vez mais escassa.

E depois o povo vem dizer que ateu é pessimista? Ah, qual é!

Sim! Odeio Platão!

 

O dia de tietagem 11 Novembro, 2008

Arquivado em: Work — carolinadeconto @ 10:59 pm
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Boa noite, senhoras e senhores!

Ontem tive um raro privilégio nessa vida de estudante… talvez um evento único nessa vida de acadêmica.

Ah, não sei como introduzir isso de uma maneira menos direta: FUI AO “CAFÉ GEOGRAPHIQUÉ” ORGANIZADO PELA PÓS ONDE NINGUÉM MAIS, NINGUÉM MENOS QUE PAUL CLAVAL ESTAVA PRESENTE! Tive essa oportunidade graças à professora Salete, pessoa maravilhosa com quem estou estabelecendo algumas parcerias acadêmicas. =D

Além disso, tive a oportunidade de assistir a palestra sobre paisagens culturais. Fiquei felicíssima da vida quando ele mencionou um livro que comprei e comecei a ler: “Cultural Geography: a critical introduction” do Don Mitchell. Achei que seria uma obra “secundária” pelo fato de nunca ter ouvido falar do autor… mas se Claval leu, certamente fiz uma boa escolha. (Olha a falácia do argumento de autoridade aí, gente!!!)

Paul Claval é um geógrafo Francês com seus 70 e poucos anos cujas obras (especialmente “Geografia Cultural”) foram traduzidas para diversos idiomas. Recebeu o maior prêmio que um geógrafo pode receber: o o Prêmio Vautrin Lud, (este prêmio é conferido por universidades de 50 países).

Foi uma experiência bacana. Eu achei que ia ficar meio acanhada, mas acabei ficando TOTALMENTE acanhada. Não só eu, como todos os pós graduandos (e alguns professores!) ficamos cheios de dedo, tratando o hóme (que escreveu aproximadamente 700 artigos (!)) com bastante receio. De tanto hesitarmos, aquela teoria que John Nash formulou em “Uma Mente Brilhante” sobre a garota mais bonita acabou se aplicando: a pessoa mais “requisitada” acabou ficando sozinha. Nisso, acabei perguntando da temporada dele nos EUA e Canadá, e ele me falou que esteve com ninguém mais, ninguém menos que Yi-Fu Tuan (geógrafo que merece um post sozinho… um autor incrível!).

Eu até formulei pergunas mais complexas para ele durante o debate. A idiota aqui não perguntou… ia dar pano pra manga. Vejam só: o senhor acha que a abordagem da geografia cultural pode reaproximar (ou “reduzir” o dualismo entre) as “geografias” física e humana que tanto se separaram ao longo deste processo de especialização do conhecimento científico?

E então, o que acham, colegas geógrafos?

 

As incoerências da proibição do aborto – texto sem revisão 11 Novembro, 2008

Arquivado em: pensando na vida — carolinadeconto @ 12:35 pm
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Olás!

Depois de uma longa invernada, com 6 trabalhos para entregar e no meio de um caos de prazos, atividades e após uma longa semana acadêmica, vou tentar retomar a assiduidade quinzenal deste blog.

Apesar de ter muito o que dizer – comentários a respeito das aulas de campo que tive, a decisão de permanecer mais um ano no CAGEO, as frustrações da Iniciação Científica, a tradução de um livro do Yi-Fu Tuan… etc! – tenho que abrir um parênteses para pegar aquelas coisas que se perder fica no “oblivion”.

Apresento-lhes um post que fiz na comunidade do CQC – Brasil que mostra de forma bastante informal as minhas opiniões sobre o ato de abortar: desde o direito de escolha da mãe até a questão da conivência com o abandono do pai nessas horas.

O contexto deste texto (que depois virou desabafo) se dá na permissão do aborto em caso de estupro.

Por que a “vida” de um embrião que foi produto de estupro “vale” menos do que a de um embrião gerado por acidente? Permitir em caso de estupro e proibir em casos de acidentes é só pra mulher “pagar as consequências” (”assumir a responsabilidade”) de seus atos, não acham? Qual é o propósito de forçar uma mulher a dar continuidade a uma gravidez indesejada? Castigo, só pode ser…

E os pais que abandonam as mulheres com os bebês no colo? Por que não são condenados pela sociedade da mesma maneira que a mãe que abandona o bebê? Por que não são cobrados na mesma moeda para “assumir a responsabilidade”? Hahaha, seria cobrar demais. Se hoje em dia há pais ausentes em casa (em algumas vezes a mulher machista até concede!), quem dirá pais que fingem que os filhos não existem, ou então só dão uma cuidada (a.k.a. compram doces e brinquedos descartáveis) no fim de semana pra amenizar a culpa da omissão e ausência durante o dia-a-dia… por que esses “pais” não são cobrados?

Proibir o aborto é condenar a mulher a uma maternidade indesejada e impedir que ela escolha o que fazer com um bando de células se multiplicando que ainda nem sequer tornaram corpo de ser humano (é só ver como nós enquanto embriões somos parecidos com peixes, macacos etc). Acho que as pessoas deveriam ter o direito de de escolher o que querem para suas vidas, independentemente das crenças alheias.

O que é melhor? Permitir de vez o aborto seguro – tem até remédios ESPECÍFICOS para isso (não outros estilo cytotec) em que o aborto é realizado sem toda aquela sanguinoleira dos vídeos sensacionalistas – ou negar os milhões de reais gastos com abortos caseiros e clandestinos malsucedidos. Sem contar, é claro, nos casos de morte da mulher. Seria a morte dessas mulheres um castigo divino?  Se vcs acham que caso o aborto seja permitido as coisas vão virar uma festa, pergunte a uma mulher que abortou se ela faria disso uma prática constante na vida dela…pergunte se aborto é motivo de festa.

Alguns aqui relacionam filhos indesejados e criminalidade. Acredito que a criminalidade não é culpa das mulheres que têm filhos. É culpa, sim, de um sistema educacional precário e de um capitalismo excludente de pessoas… Aborto não é uma solução para acabar com a fome ou a pobreza. Fome não é problema de falta de comida, mas de DISTRIBUIÇÃO de comida. A alimentação é um ato de DIREITO do ser humano, portanto, não deve ser impedida pela COMPRA deles… enfim, talvez esta uma idéia muito complexa para o ideário judaico-cristão e pequeno-burguês da maioria das pessoas aqui…

A consequência natural do capitalismo é gerar diferenças e exclusões. Não há lugar para todos debaixo do Sol do consumo no “xopis centis”. Infelizmente, Marx já dizia (não os marxistas idiotas de hoje em dia) que o capitalismo invariavelmente gera essas desigualdades. E a partir dessas desigualdades, sobretudo com as péssimas condições que as pessoas pobres são tratadas nesse país, o crime acontece.

Apesar destes argumentos que levantei, temos que lembrar que pobreza não é passaporte para o crime. Quantas notícias vemos de jovens universitários (aparentemente “do bem”) inescrupulosos que matam pai e mãe, praticam sequestros, espancam empregadas domésticas, queimam mendigos, humilham funcionários dos lugarem em que passam e usam a maconha que financia o poder paralelo dos traficantes nas favelas?


O que tem que ser discutido é o direito inalienável de a mulher escolher sobre seu futuro. Cada indivíduo constrói sua dignidade ao longo da vida, ela não deve ser atribuída a um amontoado de células! Essa idéia de sacralização da gravidez vem lá dos tempos em que se acreditava que isto era uma vontade divina! Sabemos que hoje é só uma trepada…

Hoje em dia sabemos que religião e geração de um filho não tem nada a ver. Tratemos a gravidez como um fenômeno biológico/sociológico/psicológico. Que fique claro que eu não estou excluindo todas as implicações psicológicas e emocionais, principalmente para a mãe, já que vivemos numa sociedade MACHISTA que isenta o pai de culpa na hora do abandono do filho (tem que pagar pensão, mas isso não isenta o problema da ausência).

Quem vai condenar os pais ausentes? Quem vai consertar todos os males que um pai ausente gera na estrutura emocional das crianças E dos adultos?

Condenar a mulher é muito fácil… é histórico… é bíblico.

Só para enfatizar – como diria o “coordenador”:

Texto sem revisão

 

Luto por Wright e pela música 16 Setembro, 2008

Arquivado em: somber mood — carolinadeconto @ 11:23 am
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Bom dia a todos,

Ontem recebi a triste notícia da morte de Rick Wright, tecladista do Pink Floyd. Morreu aos 65 anos de câncer. Geralmente não costumo me comover com morte de pessoas “famosas” e ídolos do Rock, mas de certa forma, dessa vez foi diferente.

Não é como ouvir Queen sabendo que o Freddy Mercury já morreu (pois é, pouca idade… 21 anos) ou que o Led Zeppelin nunca mais vai tocar. É de fato dar conta de que mais um bom músico se vai e que a esperança de ouvir mais arranjos de teclados de dar arrepios (literalmente) se esvai.

Não vou perder meu tempo falando da importância histórica de PF para o rockprogressivo e para a história da música, eu ousaria dizer. Só vou falar mais a fundo de “The dark side of the moon” , que poderia dispensar comentários. Qualquer um que nunca tenha se arrepiado ao ouvir “The great gig in the sky” e as vozes em “Us and them” está perdendo grandes experiências musicais. O mesmo vale para (os mais experimentais) Sysyphus, Echoes (especialmente a “versão” de live at pompeii), Cluster One (confesso que já tive viagens com ela) e tantas outras que marcaram.

Wright foi o gênio não reconhecido de PF… infelizmente seu valor só será exaltado a sete palmos. =(

O mais “creepy” é que sábado eu e o Marlon fomos assistir a um tributo ao pink floyd com a Seven Side Diamond (banda boa de “prog metal” de Curitiba). Seria um deja vu? Fico imaginando a comoção das pessoas (e minha) se essa apresentação tivesse sido marcada para este sábado… acho que os fãs que reconhecem a importância de Floyd não iriam aguentar.

Bem… acho melhor ficar por aqui. Acredito que uma homenagem mais coerente do que está é ouvir  e sentir o legado que este grande músico nos deixou.

Até mais.

 

Ciência =/= tecnologia 12 Setembro, 2008

Arquivado em: Uncategorized — carolinadeconto @ 12:15 am
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Yay! Eu já sabia… mas aparentemente algumas pessoas ainda não compreenderam que, apesar de no presente momento histórico alguns campos da ciência (na geografia posso citar o “ramo” da geografia física) acharem que tecnologia implica em evolução científica. Talvez seja por isso que eles utilizem até hoje autores do tempo do guaraná com rolha (60’s é “guaraná com rolha” para produção científica, não acham??? Especialmente quando se trata de algo tão mutante quanto o espaço!). Mas antes que me xinguem, quero fazer um adendo importante: a Geografia Física é mais aberta a diálogos com multiplicadade de métodos que a Humana. Pelo que ando vendo e lendo, tenta cada vez mais buscar trazer o homem. Falta a Humana fazer o contrário também. Shame on them! Como costumo dizer: “Compartilho dos pensamentos do prof. Francisco Mendonça”.

Entretanto, eu, agora num total achismo (isto não é um artigo, não quero citar referência nenhuma senão a minha própria cabeça – pra isso que existem blogs!) pensei um pouco sobre o assunto.

Uma das características fundamentais da ciência é a adoção de um método para fazer observações acerca dos fenômenos. E quando falo em método, muita gente pensa que é simplesmente um checklist (ou to do list) – traduzindo para o bom português, um tarefismo -  sofisticado que você pega de autores respeitados. Bem, se estou falando isso, claro que método não se resume a isso. Sem consultar wikipedia, Popper ou Feyerabend, vou dizer o que minhas vivências enquanto graduanda do segundo ano fizeram eu concluir a respeito do método: “nada” mais é do que um mecanismo mental e operacional para que os pensamentos ocorram com determinados parâmetros aceitáveis, ou seja, que seja algo além do achismo de blogs como este. Não vou aqui citar métodos X, Y e Z (me poupem disso!), mas posso dizer que eles “derivam” de alguns momentos da história da ciência onde algumas pessoas estavam insatisfeitas com o rumo em que o conhecimento estava sendo produzido. Posso citar 3 grandes linhas nas quais a Geografia se respalda enquanto ciência: (neo)-positivismo (não lembro direito a diferença entre as 2), marxismo (embora eu preferisse que houvessem mais marxianos que marxistas no mundo) e fenomenologia (aaah, reparem bem como a terminação “logia” não vem pra doutrinar!!!).

Não preciso nem dizer que isso não existe na tecnologia. Nela, os propósitos e mecanismos de enriquecimento (posso até usar a palavra desenvolvimento sem medo) são diferentes. O método aqui, eu ACHO, está mais relacionado a uma série de tarefismos. Porém, todavia, entretanto, tenta-se a cada segundo superar e ultrapassar o que já foi feito. Tudo isto, graças ao avanço da ciência que descobre novas maneiras de se experimentar coisas…

Enfim, meu achismo vai acabar por aqui. Conversando com um grande amigo físico, com quem tive alguns debates interessantes sobre métodos, concluo que vou conduzir este debate à clássica questão ontológica:

“Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?”

Infelizmente, eu (ainda) não tenho fôlego para desenvolver mais meus argumentos e concluir de maneira arrebatadora dizendo que estou incondicionalmente do lado da ciência. O que posso dizer é que meu posicionamento é este porque ela está intimamente ligada à filosofia. A ciência pode ser tão visionária, quebradora paradigmas e provocativa quanto a filosofia. Esta sim, a verdadeira mãe da ciência, é que move o mundo de verdade… uma pena que agora estejamos na era do comprar e do mecanizar. Talvez seja por isso que tecnologia esteja sendo a moda da vez.

Encerro humildemente meus achismos e me comprometerei a ler mais debates/artigos/livros a respeito da dualidade do título.

 

Penso, logo existo (?) 18 Agosto, 2008

Arquivado em: pensando na vida — carolinadeconto @ 9:47 pm
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Boa noite a todo@s

Hoje para mim foi um dia bastante taciturno e, durante o meu trajeto a pé para casa, uma míriade de pensamentos me trouxeram reflexões profundas acerca do universo, do significado da vida e tudo o mais.

Vou tentar colocar em sequencia os encadeamentos de pensamentos que me fizeram chegar na frente da tela do notebook para postar algo:

Primeiramente eu estava voltando da farmácia após ter comprado meus anticoncepcionais para evitar que um novo ser no mundo venha a existir. Depois disso, ao cortar caminho pelo centro politécnico (a poli da UFPR) para ir para casa, encontrei alguns colegas da geografia. Por estar num momento taciturno, respondi a saudação das pessoas com um aceno e apertando o passo (com o note nas costas). Neste momento, pensei: “como eu gostaria de não existir em momentos como esse.” Aí acabei pensando em como seria a vida se possivelmente eu tivesse sido abortada. Tudo isso porque um amigo do meu namorado falou para mim que em até um dado período eu não existia.

(Para os que entraram em choque com o verbete: eu não estou em uma crise de rejeição, minha mãe não tentou me abortar, eu não estou grávida e não quero me suicidar.)

Após pensar nisso, lembrei de algumas máximas do existencialismo, que muito longe de ser uma “vã filosofia”, é uma maneira de viver e encarar o mundo com dignidade e com a plenitude de aproveitarmos nossos potenciais enquanto seres humanos livres que somos.  Pensei nas palavras de Sartre quando ele diz que ao escolhermos ao tomarmos consciência de nossa liberdade e de como somos inteiramente responsáveis pelo que fazemos, nasce a grande angústia de lidar com esta liberdade com responsabilidade, pois pelo fato de existirmos, estamos também mudando o mundo ao nosso redor.

Depois de tentar lembrar das máximas do existencialismo, lembrei do livro que estou lendo: A convidada, de Simone de Beauvouir, esposa de Sartre. Neste livro, ela discorre sobre a convivência de um casal (autobiográfico) – Françoise e Pierre - que vive sobre os preceitos existencialistas (minha interpretação) e está lidando com dois novos elementos em suas vidas: uma moça chamada Xavière e a sombra da guerra que está por vir. Diga-se de passagem, a resenha deste livro também está a caminho…

Então, após pensar sobre o casal Simone-Sartre e o livro da Simone, cheguei a conclusão de que é de nosso desejo que existamos uns para os outros. Todo aquele que de alguma forma vive e existe quer existir para o outro. Para isso, a humanidade lança mão de diversos subterfúgios: música, um grito, um suicídio, uma mensagem de celular, um blog, um relógio de R$18 000 (à venda no Shopping Cidade Jardim), som alto com graves estourando, uma sonata, uma tese de doutorado, um caráter impecável, um beijo roubado, uma frase de efeito, um cabelo azul e muito mais!

Partindo desta premissa que eu acredito ser verdadeira – tendo em consideração que um dos maiores medos do homem é morrer, ou seja, deixar de estar no mundo – pensei nas 1001 maneiras que existo na minha vida. Pensando nisto, acabei reestruturando meus significados sobre existir (ou não).

Somente existimos para o outro quando elas atribuem algum significado para nós e pela maneira com a qual nos relacionamos com ele: meu melhor amigo, minha prima, o cara que senta no canto do ônibus, o tiozinho da guarita, minha mãe, o presidente dos Estados Unidos, dentre outros… dei uma exagerada agora, mas agora vou colocar meus argumentos em uma perspectiva mais resalista. (gosto desta palavra… mas não posso ser pretensiosa para afirmar o que é ou não real)

Todo ser humano existe e, de alguma maneira, crava sua existência na grande tábula rasa da vida alheia devido ao simples fato de agir (ou não, o que representa uma atitude passiva). Somos atraídos pelo outro porque, em condições normais de pressão e temperatura, temos este incansável desejo de existir e de nos enxergar através das reações/interações alheias, embora muitos só se relacionem com quem reflete a imagem semelhante à que se quer ver.

Depois de muito pensar nisso, cheguei à conclusão que Howard Shore (autor de House) constantemente presta tributo ao existencialismo através do protagonista. Mas isso merece um post sozinho.

NOTA: Infelizmente o wordpress esqueceu de salvar o resto do meu post. Vai ficar assim, inacabado, como é toda a existência humana. Cabe a nós (e a mim) nos conformarmos com estes reveses que a vida às vezes prega. Se bem que, diante dum post que li sobre inferno astral, estou muito bem debaixo das cobertas, obrigada! =)

 

Para não dizer que não falei do clima… 15 Agosto, 2008

Arquivado em: somber mood — carolinadeconto @ 12:56 am
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Curitibano é uma MERDA. Reclama quando faz calor, reclama quando faz frio, reclama quando chove e quando não chove por mais de 2 meses reclama também!!!

Quanto a mim, apesar de possuir a típica não-simpatia curitibana (um amigo meu falou que não sou simpática, mas sou comunicativa) e achar que, apesar dos MUITOS problemas, Curitiba é uma cidade boa pra se morar (sim, melhor que São Paulo… que o Elton me perdôe), GOSTO  de tempo frio. Abro um parênteses lembrando das aulas de geografia: tempo é diferente de clima. Inclusive, esses dias descobri uma coisa muito legal: o paleoclima!

Anyways, tudo isso para expressar meus mais profundos sentimentos de revolta em relação a esta chuva que não para de cair. Vai fazer mais ou menos duas semanas que as toalhas não secam, que eu não posso tirar as roupas do varal e colocar mais roupas para lavar, que para ajuntar os cocôs dos meus cachorros é triplamente nojento e que ir para a faculdade, além de torturante (quem não gosta de cama em dia de chuva?) e cruel para quem vai de 2-pé ou bike, no meu caso e no caso do Marlon, por exemplo. Some tudo isso ao mal-estar de ficar semi-úmido, com os pés semi-molhados, com o risco EMINENTE de molhar o notebook e ter anotações de caderno perdidas.

Tudo isso por causa de um (talvez mais) conflitos da  frente da massa tropical atlântica com a frente polar atlântico (a “frente fria”). Aí elas ficam ali “brigando”, gerando zonas de instabilidade que provocam precipitação por vááááários dias, dependendo da força do “embate” (só lembrando que frentes não brigam entre si!!!).

Ah, além disso, acabei descobrindo que tenho mais uma similaridade com House: as pessoas acham que fazer trabalhos em grupo comigo é uma coisa complexa e desafiadora… Porém, a diferença consiste em que eu não possuo um grau hierárquico maior do que nenhum dos meus colegas. Uma outra diferença é que talvez eu não tenha um amigo fiel como Wilson. E quando eu achava que tudo estava bem, eu deveria lembrar das sábias (sim, exatamente 2) palavras do mestre: “Everybody lies”.

“Everybody lies”. Principalmente a si mesmo…

Espero realmente que esse período chuvoso cesse logo… que eu possa andar de bike sem me preocupar com poças e possa ter amigos sem me preocupar com surpresas que “todo mundo sabia, menos eu”.

 

CNPq 30 Julho, 2008

Agora oficialmente sou bolsista PIBIC, isto é, agora meu ilustre salário de R$300 reais e eu estou oficialmente inserida nos meandros das pesquisas e nas fogueiras das vaidades. Yay?

Em meu primeiro dia de “trabalho” enquanto bolsista de Iniciação Científica, fui “obrigada” (estou usando o jargão da institução) a comparecer à palestra de “início das aulas” do segundo semestre letivo da UFPR. Com muita expectativa, fui ouvir o que os ilustres palestrantes tinham a dizer sobre pesquisa, “desenvolvimento”, ciência (tá, esses caras confundem ciência com tarefismo) e tecnologia (ha ha ha… quem é o Brasil pra falar de criação de tecnologia?).

Primeiramente houve uma propaganda palestra com a pró-reitora da PRPPG (se não me engano, Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação) com o atual “scenario” da pesquisa na nossa Universidade. Após isso, a Reitora em Exercício Márcia Helena Mendonça proferiu algumas palavras como é de praxe e, por último, o palestrante convidado, Marco Antonio Zago. Adivinha a graduação do homem? Medicina… Nada contra os médicos, mas só acho que eles são supervalorizados. Inclusive, agora abrindo um parêntesis, adoro House!

Voltando ao foco do post – coisa que foi difícil manter durante a palestra – ou seja, da palestra, confesso que quase me retirei do recinto (um auditório roxo e amarelo… “mó legal”, como diz meu amigo paulistano da gema Elton) quando os primeiros slides foram colocados. Para dar um exemplo de como a tecnologia e a ciência geram desenvolvimento e bons resultados para o país, o cara me deu o maior dos exemplos sem-noção que vi na minha vida (claro, enquanto geógrafa pensarei assim): ele usou como exemplo de grandesíssima tecnologia a destruição massiva do cerrado. Claro que ele não usou estas palavras mas falou nos seguintes termos: o Cerrado, (ex-)ecossistema que cobre mais de 50% do território nacional – sem contar a Amazônia – sempre foi um “entrave” na produção de alimentos do país. Com as tecnologias de tratamento de solo, toda a área que outrora era inutilizável, agora se transformou em latifúndios obtidos por grilagem extensas plantações de… adivinhem… SOJA e GADO!!! Realmente, durante minha viagem para Rondônia, as paisagens mais frequentes eram os mares de soja recortados por alguns locais de engorda de gado. Lembro-me de muitos colegas perguntarem do belo cerrado que é belamente ilustrado através de fotografias de livros didáticos de georafia… agora ele se foi. O que sobraram foram algumas simpáticas emas que vimos no caminho.

Enfim, como alguém em sã consciência pode se orgulhar em destruir massivamente um bioma em função de interesses comerciais e “UDRianos”? Será que o fim desta “estrada do desenvolvimento” beira também no fim de nossa biodiversidade? E não adianta vir falar em sustentabilidade, pois esse jargãozinho forjado pela ONU (bem como os jargão de “país subdesenvolvido”) nada mais representa vagas boas-intenções cercadas de marketings vindos direto do inferno. Ah, só para finalizar este assunto: os produtores da miraculosa tecnologia – 2 brasileiros e 1 americano - ganharam o prêmio nobel da paz. Hehe, nada mais coerente… anos mais tarde foi a vez do Al Gore e do IPCC (international pannel for climatic changes).

Olha, o resto da palestra não foi muito relevante para mim. Foi aquele mesmo discurso tecnocrata (por favor, esqueçam a tecnocracia de Mago, RPGistas… hehehehehe) que menciona a falta de doutores do Brasil, o problema de tê-los nas universidades, a falta de pesquisadores geradores de novas tecnologias nas indústrias… Duh! Desde quando um clássico dependente de tecnologias vai ter pesquisadores em suas indústrias? Que indústria/empresa se dispõe a pagar um pesquisador Brasileiro? Aqui é a terra dos peões (engenheiros e “analistas de sistemas”, em especial) de alta qualificação. Talvez seja por isso que 80% dos doutores estejam no Brasil e 95% da pesquisa no Brasil seja feita em Universidades Públicas!

Eis um trecho da matéria publicada na UFPR:

Algumas áreas consideradas como estratégicas pelo Conselho seriam a nanotecnologia, os biocombustíveis, o programa espacial e nuclear, mar e Antártica, meteorologia e mudanças climáticas, saúde e biotecnologia, desenvolvimento sustentável da Amazônia, entre outras.

Uma outra crítica que eu gostaria de tecer foi a total ausência por parte dos estudantes de movimento estudantil que tanto criticam o academicismo, a ditadura do CNPq, as políticas de pesquisa, enfim… todo aquele papo que só é bonito durante as rebeldias de fim de semana. Na hora de conversar de gente grande para gente grande, todos os revolucionários sustentados pelos pais simplesmente somem.

Ah sim, quando falei em tecnocracia, por definição falei da total indiferença demonstrada em relação às Ciências Humanas, Artes e Letras. Até mesmo as Sociais Aplicadas e a Jurídica ficaram de fora, justamente umas das que mais enaltecem o caráter institucional das coisas… (!)

Fico por aqui. Sinto que escrevi um long post.

 

What now? 27 Julho, 2008

Arquivado em: pensando na vida — carolinadeconto @ 9:43 pm
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This line intentionally left blank. [pensando...]

Domingo à noite não costuma ser um período depressivo para mim. Costumo estar bem-acompanhada de meu counterpart (no sentido Rushiano da coisa…), geralmente fazendo alguma coisa mais útil do que fiz nestas últimas horas. Após sobreviver a uma crise de tédio, um mal-estar no trato gastrointestinal devido a um bobó de camarão e a uma dor de cabeça que foi curada após a segunda tentativa de remédio (primeiro um tylenol 750mg e depois uma overdose de neosaldina gotas), estou tentando reunir algumas idéias interessantes sobre o que me aconteceu e o que vai me acontecer.

Talvez seja melhor seguir a boa e velha cronologia positivista:

•Durante a semana que passou, participei do XV ENG (Encontro Nacional de Geógrafos) na medida em que pude: fui ao evento sem crachá porque me neguei a pagar exorbitantes R$250 devido ao fato de eu não querer me filiar a uma instituição representativa (AGB – associação dos geógrafos brasileiros) que nada representa e nada tem a acrescentar à vida de um(a) estudante de graduação em geografia. Realmente, tudo o que a AGB tem a oferecer aos seus associados é o direito de 1 voto em reuniões, isto é, desde que você esteja com anuidade em dia. Não fiquei satisfeita em pagar R$50 reais com o preço de pagar R$41,50 de anuidade de associação. Isso pra mim soa mais como aquelas políticas de “voto obrigatório”, de cerceamento através de vias monetárias. De democrático, isto não tem nada, embora esteja institucionalmente coerente… ah, sim! Estamos falando de uma associação que encoraja a participação dos estudantes. Será? Que meus colegas do Centro Acadêmico que me perdoem, mas não compactuo com esse tipo de cerceamento financeiro!

Fora isto, o evento me surpreendeu com a qualidade. Reconheço que é bastante complicado fazer algo para um público de aproximadamente 4000 pessoas (um público bastante alto em termos de evento científico), mas ainda bem que eu pude aproveitar cada dia do evento com uma mesa-redonda e/ou comunicação coordenada interessante. Claro que teve aquele probleminha da não-seletividade de trabalhos (política AGBeanas – o que me faz compreender porque a maioria dos cursos de Geografia são nivelados por baixo) publicados e afins, mas o que importa é que aprendi diversas coisas e muitas das reflexões feitas nesse evento vão me acompanhar pelo resto da minha graduação. Descobri que tenho muito o que ler também e que por mais que o corpo docente da UFPR seja muito bom, há muitos horizontes que não terei a oportunidade de ver dentro do curso de graduação que estou cursando, o que me frustra.

Além do evento, tive a oportunidade de conhecer um pouco (pouco mesmo!) da cidade de São Paulo, a mega-metrópole global (tá essa taxonomia talvez não exista!) que não dorme nunca e que atingiu proporções de crescimento que está muito além da minha compreensão de cidade enquanto moradora da provinciana Região Metropolitana de Curitiba. Diante de São Paulo, Curitiba é um aglomeradozinho ínfimo. A diferença entre as duas Regiões Metropolitanas é de 20 milhões, aproximadamente. São Paulo e Região abrigam a população do Paraná!!! (ou se quiserem comparações mais gritantes – a pop. da Argentina) Agora pensem numa estrutura que consiga abrigar (?) um contingente humano tão gigantesco: trânsito com 2 andares (praticamente), metrô, trem, ônibus, viadutos (muitos!), avenidas de 5 faixas em cada sentido e uma verticalização que para mim está chegando perto das grandes metrópoles mundiais. Claro, tudo isso com o cheirinho peculiar que assola os 4 cantos da cidade!

Será tudo isso a máxima em termos de territorialização do capital? Favelas ao lado de empreendimentos imobiliários de classe AAA+. Coitado do Batel. Perto do Jardins, fica pé-de-chinelo… O Park Shopping Barigui perto do Shopping Cidade Jardim vira um zero a esquerda. E não estou exagerando!

O engraçado é ver como o “crescimento” (ou apropriação do capital especulatório) da cidade se dá de forma totalmente randômica (pelo menos pra mim!) ao passo que em Curitiba ainda vemos um forte movimento de periferização. Quero fazer um forte lembrete de todos os termos aqui foram cravados por mim e por minhas observações.

Outra coisa legal, talvez o que possa remeter à alguma semelhança é o centro histórico: nas praças do marco zero de ambas as cidades (Sé e Tiradentes) há muita história que se desvela, especialmente nas catedrais adjacentes a essas praças. É muito intrigante ver como a gênese das cidades não deixa de passar por uma praça, uma igreja, uma instuição que garanta a lei e outra o poder político. São Paulo tem uma arquitetura antiga belíssima pronta para ser explorada, basta que um olhar atento e paciente seja dado em meio a tantos prédios e carros. Como diria nosso Mestre Balhana: um casario maaaravilhoso! Postarei algumas fotos no orkut.

Quanto ao balanço final da minha estadia em São Paulo, eu digo: é muito legal ir para São Paulo. Você volta adorando Curitiba, apesar de todos os problemas emergentes. [O único adendo que faço é em relação ao nosso sistema de transporte: é caro e RUIM! Até o trem é melhor que os "excelentíssimos" biarticulados!]

What now? Depois de um período de férias, retornarei às aulas e ao meu trabalho, agora oficialmente enquanto bolsista de Iniciação Científica. (yay!!!)

Aguardem por mais reflexões.